Não é de hoje que o consumidor mudou a sua percepção em relação ao mercado, aos produtos que compra e às marcas disponíveis. Contudo, até 2020 a exigência de transparência estará ainda mais evidente, decorrente das preocupações relacionadas à sustentabilidade e a discussão ético-ambiental que rondam todas as áreas, da decoração à moda. “A cor entra como uma mensagem, ela declara o apoio à uma causa, como o preto no #MeToo ou o rosa pink no Dia Internacional das Mulheres. O nível de conhecimento do consumidor nunca foi tão alto, por isso a importância da autenticidade e da verdade”, explica Natalia Gramari, WGSN Expert.Nesse mesmo contexto, outras formas de comportamento e estilo tomarão conta das ruas. A era do minimalismo dará lugar para o maximalismo dos anos 1980, com cores e padronagens em combinações excêntricas. “É a libertação para a expressão individual”, resume Natalia. Para o WGSN outra questão não poderia ficar de fora dessa previsão: o mundo digital. “As pessoas estão fazendo suas compras online em cada vez menos tempo [Estima-se 90 segundos para determinar a compra] e a cor geralmente influencia nessa escolha. Por isso o estímulo visual se tornará cada vez mais precioso.”Além disso, como já apontado no texto, as cores surgem como elemento inclusivo, principalmente nas gerações mais ativas social e politicamente. “Em 2020, as escrituras sociais já consolidadas vão sofrer mudanças, os estereótipos vão cair por terra. E isso não se restringe somente aos jovens. A necessidade de inovação se estende também para os mais velhos, com poder de compra expressivo – não podemos esquecer do envelhecimento da população, principalmente no Brasil”, argumenta Natalia. Desse movimento social que surgem as paletas de cores planejadas, como os tons de pele diferentes que a Faber Castell divulgou (são seis), as lingeries Nude for All, da marca norte-americana Naja, ou até os 40 tons de base da linha Fenty Beauty, marca de cosméticos da Rihanna.Para 2020, portanto, o WGSN aposta que o futuro vai acontecer e a sociedade vai poder tangibilizar os avanços da tecnologia. “Vamos nos inspirar cada vez mais no futuro e menos no passado. Por isso temos uma paleta de cor mais otimista, versátil, revigorante com, claro, um toque futurista”, resume Natalia. As tonalidades que traduzem esse mood são o Neo Mint, principal aposta, seguido do Purist Blue, Cassis, Cantaloupe e Mellow Yellow. A seguir, confira cada detalhe de cada tom e como aplicá-los nos interiores:

O menta pastel Neo Mint faz parte das cores conceituais que o WGSN elegeu. Ele deriva da popularidade do millennial pink, englobando os acontecimentos tecnológicos previstos para 2020. “Ele não é uma evolução do verde bandeira ou do verde jade, é uma cor mais otimista, energética, fashionista”, explica Natalia Gramari. Num primeiro momento, é indicado aplicá-la em objetos decorativos ou mobiliário mais delicado, caso queira apostar na cor em maior espaço, busque uma parede apenas.

Tendência de cores: as 5 tonalidades que vão tomar conta de 2020 (Foto: Casa Vogue)

O laranja melão é mais comercial, por ser uma versão mais leitosa dos laranjas joviais, que tem feito barulho nas passarelas de moda. Sua evolução passará do laranja solar para o tonalizador para o simpático (cantaloupe). “É uma tonalidade tipicamente feminina e perfeita para a decoração de interiores”, comenta Natalia. Caso queira imprimir um clima mais contemporâneo para a casa, aposte nas poltronas, nos pequenos objetos ou em paredes de um cômodo.

Tendência de cores: as 5 tonalidades que vão tomar conta de 2020 (Foto: Divulgação)

Outra com apelo mais comercial, o amarelo queimado foi intitulado como uma cor fashion há três anos. Contudo, diferente das suas versões mais mostarda ou ensolarada (amarelo geração Z), em 2020 ele surgirá mais fechado. “É outra cor bem otimista e perfeita para compor a decoração nos detalhes”, completa a expert.

Conteúdo retirado do site Casa Vogue

 

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